CYBER | A estratégia hacker por trás do mega-ataque a hospitais e empresas em dezenas de países

Computadores e sistemas de telefonia de hospitais e empresas de comunicação de pelo menos 70 países já foram alvos de um grande ciberataque. Informações preliminares apontam que hackers chineses comandaram a ação.


Médicos de hospitais públicos da Inglaterra que tentavam acessar prontuários de pacientes depararam com avisos que informavam que as informações estavam bloqueadas e só seriam liberadas com o pagamento de um resgate. O mesmo ocorreu com os computadores da sede da Telefónica, gigante espanhola de telecomunicações.


O site do jornal The Guardian reproduziu uma série de mensagens trocadas entre os médicos e os hackers. Como é comum ocorrer em casos de sequestro digital, os criminosos estão exigindo pagamentos em bitcoins, nome dado à moeda virtual mais popular usada atualmente.


?Desligaram tudo. Como nos filmes, sabe? Nós recebemos uma mensagem dizendo que nossos computadores estão sob o controle deles e que se pague uma certa quantia de dinheiro. Agora tudo se foi?, relatou um médico. Já um representante do hospital Barts pediu desculpas e sugeriu aos pacientes que procurassem outros serviços de saúde. ?Ambulâncias estão sendo redirecionadas para outros hospitais?, disse ao Guardian.


No último mês de março, publicamos aqui no Experiências Digitais a reportagem ?O crime quase perfeito?, mostrando o avanço do ransomware, nome dado a esse tipo de ataque envolvendo sequestro de dados digitais. O ransomware ocorre quando um hacker invade o computador, o smartphone ou algum dispositivo conectado à internet, bloqueia informações por meio de criptografia. Se o dono das informações quiser vê-las novamente, precisa pagar um resgate, ransom, em inglês.


Esse tipo de crime tem atraído cada vez mais adeptos, que se aproveitam da falta de conhecimento das vítimas em relação à segurança digital e da facilidade para obter as ferramentas para criptografar os dados. Outro aspecto convidativo é a impunidade: as polícias têm dificuldade em investigar ataques, já que os criminosos costumam agir a partir de outro país.

 

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Foto de uma vítima do ataque de ransomware

 

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